Cap. I - O Resumo
Hoje eu vou começar a noite
Com um simples: estou perdendo.
Não é um jogo de azar,
Ou uma garota de fim de semana,
Ou simplesmente o sentido da vida...
Eu to perdendo a razão que ainda tinha....
De estar aqui.
Hora de por os óculos escuros
Pra esconder os olhos molhados...
A desculpa de estarem suando
Ja não cabe mais.
Adorava essa farsa até perceber que sim...
Eu estou perdendo.
E me perdi por completo nisso tudo.
Vamos pegar a auto-estrada para nós mesmos
E usar qualquer que seja o pronome obliquo que a concordância pede...
Porque já não tem mais lógica
Eu ficar por aqui.
Hora de cair fora
Deitar de braços abertos na praia
Coberto pela lua...
E a areia de travesseiro...
Por qualquer santo que seja
Espero que de todos não venha o coveiro.
E eu, cheirando ao seu corpo
Pensando na vida alheia
Até morrer um gato...
Ou esperando a vaca ir pro brejo.
Eu nunca vi essa cor de burro quando foge...
Mas deve ter a mesma cor de medo.
Minha memória só me complicou
E até agora...
Eu to indo com a maré.
Não deve haver mais estrelas cadentes
Como nos anos de nossos avós...
Cap. II - O primeiro passo
Me responde...
O que há por trás das suas lentes?
Você sente o mesmo?
Porque eu acho que não sinto mais nada.
Deve haver esperança em bons corações.
Os nossos já não cabem nisso.
E eu estou ficando louco...
Ou provavelmente vou ficar.
Apenas vamos manter a ética
Para ninguém acordar no meio fio...
Pense como quiser.
No fim...
O que eu quis dizer foi...
Pode até haver compaixão...
Mas pessoas apaixonadas já não habitam mais esse lugar.
E através desse caminho
Vamos achar uma saída a francesa
Pra sumirmos em nossos sutis
Cavalos de Tróia.
Cada quadrado de um passo pra esse lado...
Estou perdendo completamente a hora.
Cap. III - Sem Nome
Hora de aquecer alguém...
E esquecer também.
Pode ser mágica,
Pode ser noite,
Pode ser qualquer merda
...
Mas o telefone tocará de noite
E alguém inesperado estará do outro lado.
Hora de usar um tempo verbal...
Que nunca soube usar...
O passado de um futuro próximo...
Se tornou meu maldito presente displicente
No momento em que isso tocou.
A voz falha...
A foz seca...
E acabou a saliva do mundo.
Simplesmente a falta de palavra
Reilumina tua mente
E renasce na hora certa.
Tudo em breve irá pelos ares...
Eu e você nunca existira.
Cap. IV - Depois do Telefone
O monólogo de um louco consigo mesmo
Se tornou a minha esquizofrenia.
Eu só vou terminar esse ultimo parágrafo...
E vou voltar rastejando ao colo
De quem eu nunca deveria ter saído.
Algo que veio antes de tudo.
Algo que veio e me disse boa noite antes de todos.
Essa longa noite...
Só está começando em nossas vidas vazias.
Vamos preencher de erros...
Pra quem sabe... Termos o que falar..
Quando perguntarem se no nosso tempo...
As estrelas cadentes existiam ou se eram apenas lendas.
Brunno Martins
Hoje eu vou começar a noite
Com um simples: estou perdendo.
Não é um jogo de azar,
Ou uma garota de fim de semana,
Ou simplesmente o sentido da vida...
Eu to perdendo a razão que ainda tinha....
De estar aqui.
Hora de por os óculos escuros
Pra esconder os olhos molhados...
A desculpa de estarem suando
Ja não cabe mais.
Adorava essa farsa até perceber que sim...
Eu estou perdendo.
E me perdi por completo nisso tudo.
Vamos pegar a auto-estrada para nós mesmos
E usar qualquer que seja o pronome obliquo que a concordância pede...
Porque já não tem mais lógica
Eu ficar por aqui.
Hora de cair fora
Deitar de braços abertos na praia
Coberto pela lua...
E a areia de travesseiro...
Por qualquer santo que seja
Espero que de todos não venha o coveiro.
E eu, cheirando ao seu corpo
Pensando na vida alheia
Até morrer um gato...
Ou esperando a vaca ir pro brejo.
Eu nunca vi essa cor de burro quando foge...
Mas deve ter a mesma cor de medo.
Minha memória só me complicou
E até agora...
Eu to indo com a maré.
Não deve haver mais estrelas cadentes
Como nos anos de nossos avós...
Cap. II - O primeiro passo
Me responde...
O que há por trás das suas lentes?
Você sente o mesmo?
Porque eu acho que não sinto mais nada.
Deve haver esperança em bons corações.
Os nossos já não cabem nisso.
E eu estou ficando louco...
Ou provavelmente vou ficar.
Apenas vamos manter a ética
Para ninguém acordar no meio fio...
Pense como quiser.
No fim...
O que eu quis dizer foi...
Pode até haver compaixão...
Mas pessoas apaixonadas já não habitam mais esse lugar.
E através desse caminho
Vamos achar uma saída a francesa
Pra sumirmos em nossos sutis
Cavalos de Tróia.
Cada quadrado de um passo pra esse lado...
Estou perdendo completamente a hora.
Cap. III - Sem Nome
Hora de aquecer alguém...
E esquecer também.
Pode ser mágica,
Pode ser noite,
Pode ser qualquer merda
...
Mas o telefone tocará de noite
E alguém inesperado estará do outro lado.
Hora de usar um tempo verbal...
Que nunca soube usar...
O passado de um futuro próximo...
Se tornou meu maldito presente displicente
No momento em que isso tocou.
A voz falha...
A foz seca...
E acabou a saliva do mundo.
Simplesmente a falta de palavra
Reilumina tua mente
E renasce na hora certa.
Tudo em breve irá pelos ares...
Eu e você nunca existira.
Cap. IV - Depois do Telefone
O monólogo de um louco consigo mesmo
Se tornou a minha esquizofrenia.
Eu só vou terminar esse ultimo parágrafo...
E vou voltar rastejando ao colo
De quem eu nunca deveria ter saído.
Algo que veio antes de tudo.
Algo que veio e me disse boa noite antes de todos.
Essa longa noite...
Só está começando em nossas vidas vazias.
Vamos preencher de erros...
Pra quem sabe... Termos o que falar..
Quando perguntarem se no nosso tempo...
As estrelas cadentes existiam ou se eram apenas lendas.
Brunno Martins
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