A safadeza ali
Virou um vício
Vidrado naquilo
Que anda e culmina
No desperdício.
Um viva para
Todos os costumes
Condenados
Que entrelaçam
Nossas vidas.
Que suaviza e amortiza
A nossa história,
Encarnado na escória
Precedendo nossos
Sonos efêmeros e eternos.
Chame de justiça
Quando a briga
For de iguais,
Pois jamais
Serão maltratados
Escuta o som
Que aquela gazeta
Permite-nos escutar?
São todos caretas preocupados
Com a sala de estar
Com a sala de estar
Infelizes moscas
Abandonadas e ofendidas
Ao viverem subordinadas
Às sopas dos outros.
Infelizes moscas
Obrigadas a ouvir
Tudo tão chato.
"Mato a primeira que vier"
Sou raso, opaco e
Pretendo tudo!
Prefiro ser
A borboleta mais feia.
Não chateia a vida
Não esperneia a morte
E consegue ser, ainda, uma beleza
Estranheza, a nossa
Que julga toda beleza
Em estranheza.
Boniteza, mesa,
lindeza
De pureza
Vive a natureza
Linda!
A fumaça surge
E estrambelha
Toda a braveza
Somos pobreza
Embalsamada
Em tristeza.
Somos nada
Que merece destreza.
Pedro Schiller
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