É
meio estranho eu estar escrevendo isso,
não
te compreendo,
no
seu lugar eu me odiaria.
Lembraria
de tudo que fiz com você,
as
atrocidades que eu disse.
Nunca
me passou pela cabeça uma coisa óbvia,
você
sempre esteve lá,
uma
pessoa rara
com
a qual eu poderia ser eu.
Me
esfacelo em uma madrugada silenciosa,
procurando
reverter o irreversível.
A
solidão e o escuro são um açoite.
Paro
para recordar,
lembro
que fui infantil,
você
era muito boa pra mim.
Eu
ainda era um garoto,
não
que isso tenha te impedido de me amar.
Jamais
te mereci,
nem
hoje
nem
naquele tempo.
Viro
a página,
outra
parte do poema,
lembro
das mudanças que não ocorreriam,
não
teria madurecido,
nem
seria quem eu sou,
lhe
devo muita coisa.
Agora
os papéis se invertem,
Sofro
veladamente,
para
te poupar da preocupação
não
expresso dor.
Notei
o quanto te amo,
e
quão importante você é.
O
final é esse,
não
quero lhe causar dor,
só
te peço que não me de as costas.
Arthur
Rangel Berbat
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