Uma cidade cinza, em um subúrbio cinza, vivia um ser relativista, cinza, tão relativista que relativizava a si mesmo.
Dentro da vida do relativista surgiu uma pessoa cheia de cores, durante alguns anos o relativista não relativizou tanto, e aos poucos se coloriu.
Sua mente incerta das relativizações se misturava com as emoções, e delas surgiam as cores do relativista.
Relativizou, a cabeça cheia de incerteza o fazia progredir, e ao mesmo tempo, o ajudava a ver as diversas vertentes, as inúmeras faces da verdade.
Por outro lado, o extremo relativismo o freava, ele não conseguia sequer tomar decisões, vivia sem ter certezas de suas opiniões e não agia.
As cores eram geradas pelo questionamento misturado com as emoções, e assim a vida se tornava interessante.
Ao espalhar suas ideias o relativista, aos poucos, coloria as pessoas ao seu redor, que coloriam as pessoas em volta delas, e assim aos poucos as cores tomaram o mundo, tornando o mundo mais plural e feliz.
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