segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Muitos estigmas, pouca inovação

A maconha é alvo de debate em todo o mundo, o Brasil não possui uma posição quanto a este assunto, pelo menos não de seus políticos. Os dois principais pontos discutidos são a legalização ou descriminalização, partindo da ideia que são duas coisas diferentes, e se realmente a utilização em longo prazo da Cannabis é prejudicial a saúde ou não.

A legalização consiste em total liberdade de compra, venda e uso, a venda seria feita pelo estado, e supondo-se que seria vendida em farmácias e locais como os cafés na Holanda, uma das possibilidades seria reverter metade de toda a renda obtida para a verba da educação, e para o plano de criação de um projeto de conscientização dos malefícios de se utilizar drogas mais pesadas, como cocaína, heroína, crack e etc. A legalização total possivelmente seria um grande golpe no tráfico de entorpecentes, se baseando na ideia que grande parte do lucro do tráfico de drogas é ganho apenas com a venda de maconha, isto levaria a quebra de poder, e assim o dinheiro ganho ilegalmente pelos traficantes, seria revertido diretamente para educação.

A descriminalização se baseia em fazer com que o consumo da erva não seja considerado crime, o usuário seria apenas considerado doente, esta solução é considerada uma incompleta, pois não acabaria com o lucro do tráfico em cima da venda de marijuana. O consumidor ainda seria obrigado a ir a locais pouco confiáveis, onde a substancia não seria pura e possivelmente seu dinheiro seria revertido para compra de armas e etc.

Algumas pessoas acreditam que a legalização total não seria uma solução real partindo do pressuposto que os usuários não satisfeitos com a agora a erva sendo legalizada, buscariam algo mais forte, entorpecentes mais poderosos, e prejudiciais a saúde quase em sua totalidade, além da necessidade de sentir que está se  fazendo algo fora da lei, algo ilícito e possuindo isto em mentes, partiriam para esta tentativa de obter adrenalina em suas vidas.

A possibilidade de a maconha ser prejudicial a saúde ainda esta em estudo, mas segundo alguns estudos ela poderia agravar casos de pessoas com traços de esquizofrenia, pode  afetar a memória, e também o fato da fumaça afetar o pulmão, não tão agressivamente como o tabaco, mas podendo causar doenças pulmonares também.

Outros estudos mostram que a Cannabis aparece como possível modo de tratamento para doenças como insônia, depressão, participa no tratamento de câncer , AIDS (combate as náuseas e estimula o apetite), glaucoma (alivia a pressão ocular), epilepsia (evita as convulsões) e esclerose múltipla (diminui espasmos musculares).


Em mente todos estes fatores questiona-se o que deve ser feito pelo estado, o cigarro é um produto que tem a possibilidade letal absurdamente maior que a marijuana é legalizado sem nenhum tipo de problema, a não ser com o fato de afetar a saúde publica e sofrer sanções, que se pensadas de modo inteligente, são absolutamente necessárias e sensatas, não se fuma em lugares fechados, pois a fumaça se aglomeraria e poderia ser prejudicial a todos presentes no recinto, hoje as diversas leis apenas tornam o consumo de cigarro e bebida uma coisa mais segura, caso estas medidas fossem tomadas com a substancia  será possível que a maconha se torne uma solução, não mais um problema.


Arthur Rangel



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