sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Só mais um dia

Acordo, seis e meia da manha, ainda com os olhos meio fechados escovo os dentes, tomo banho. Estranho... Meu celular toca novamente, uma das minhas musicas preferidas mas agora eu a odeio; de qualquer maneira, ninguém acorda. Termino o banho, tomo meu café, uma banana e um suco de caixa, não tenho tempo para preparar nada.

Saio de casa com pressa, estou meio atrasado, encontro com um amigo que me acompanha sempre no caminho do colégio. Sua face expressa o sono absurdamente forte que ambos sentimos, não falamos nenhuma palavra até chegarmos ao colégio, cada um vai para sua sala, sou repetente.

Entro em minha sala, aqueles mesmos rostos cansados de sempre, as aulas passam desapercebidas por mim, os mesmos professores as mesmas aulas, o mesmo desanimo estampado em todos. Chega o intervalo, compro um sanduíche de atum e um suco de laranja muito aguado, termina o recreio, voltamos para a aula até. Espero chegar a hora da saída, não me importo muito, minha casa não é o lugar mais especial do mundo. Sou o último a sair da sala, reencontro meu amigo do lado de fora da escola.

Aquele dia tão vulgar foi diferenciado por um fato, um pequeno fato, uma menina, moradora de rua, ela me pede um trocado, tiro do bolso uma nota de dois reais e dou para ela, aquele criança me responde com um lindo sorriso, e naquele simples sorriso de criança eu noto que não dou o verdadeiro valor a minha vida.


Arthur Rangel

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